Campo Grande (MS),

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    quarta-feira, 24 de agosto de 2016

    Produção industrial de Mato Grosso do Sul volta a registrar melhora em julho

    Divulgação

    O índice relativo à produção industrial sul-mato-grossense registrou melhora no mês de julho em relação a junho deste ano, marcando 47 pontos contra 45,5, conforme a Sondagem Industrial realizada pelo Radar Industrial da Fiems junto às empresas estaduais. “Tal desempenho sinaliza que na passagem de um mês para o outro houve diminuição do número de estabelecimentos com queda na produção. É importante ressaltar que desde o início de 2016 o indicador vem apresentando trajetória ascendente, porém, ainda permanece abaixo dos 50 pontos”, analisou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende.

    Ainda de acordo com a Sondagem Industrial, em julho, 35% das empresas apresentaram queda na quantidade produzida, contra 49% em igual mês de 2015, enquanto os estabelecimentos que apresentaram crescimento aumentaram de 15% para 23%. “Ociosidade permanece alta em julho, mas apresenta queda em relação ao mês anterior, ficando em 32% contra 35% de junho. Para 56% dos respondentes, a utilização da capacidade instalada esteve abaixo do usual para o mês, sendo que o índice ficou em 36,7 pontos em julho e segue muito abaixo do patamar considerado adequado para o período, que é alcançado quando o indicador se situa em torno dos 50 pontos”, detalhou o economista.

    ICEI

    O Índice de Confiança do Empresário Industrial em Mato Grosso do Sul (ICEI/MS) cresceu 1,7 pontos na passagem de julho para agosto de 2016 e, com isso, alcançou 51,2 pontos, passando a superar a linha divisória de 50 pontos, ou seja, registra empresários confiantes, o que não acontecia desde julho de 2014. “A atual tendência de recuperação da confiança dos empresários acontece desde maio. No período, o índice aumentou 10,8 pontos”, explicou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

    Ele acrescenta que, adicionalmente, considerando os componentes do ICEI (Condições atuais e Expectativas), há crescimento em ambos na comparação mensal (2,5 pontos em condições atuais e 1,3 pontos em expectativas). “É importante registrar que todos os componentes do indicador de expectativas ficaram acima da linha divisória dos 50 pontos, ou seja, para os próximos seis meses o empresário industrial espera melhoras na economia brasileira, sul-mato-grossense e no desempenho da própria empresa”, afirmou.

    Outro ponto apontado pelo economista é que o índice relativo à demanda por produtos industrializados aumentou pelo 3º mês consecutivo em agosto, alcançando 50,8 pontos e mantendo acima da linha divisória dos 50 pontos. “Isso sinaliza perspectiva de aumento da demanda para os próximos seis meses. Por outro lado, os índices relativos às compras de matérias-primas, número de empregados e quantidade exportada mostram que, na avaliação dos respondentes, não deve ocorrer crescimento para as três variáveis no período considerado”, explicou.

    Pesquisa

    Uma confirmação de que a situação no setor industrial começou a mudar é que, em agosto, para 51,1% dos respondentes consideraram que as condições atuais da economia brasileira pioraram, sendo que antes esse percentual ficava próximo de 70%, enquanto no caso da economia estadual, na mesma comparação, a piora foi apontada por 47,1% dos participantes e, com relação à própria empresa, as condições atuais estão piores para 39,8% dos empresários, sendo que para 48,9% elas não se alteraram.

    Para os próximos seis meses, 20,4% dos respondentes mostraram-se pessimistas em relação à economia brasileira, enquanto no caso da economia estadual o pessimismo foi apontado por 18,8% dos participantes da pesquisa e, em relação ao desempenho da própria empresa, considerando os próximos seis meses, 14,9% dos respondentes mostraram-se pessimistas. Por outro lado, 33% dos empresários estão confiantes em relação à economia nacional, enquanto no caso da economia do Estado esse percentual é de 34,2% e, considerando apenas a própria empresa, o índice chega a 48,3%.

    O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems destaca ainda que intenção de investimento permanece baixa. “A alta ociosidade da indústria mantém baixa a intenção de investir do empresário. Na comparação com o mês de julho, o índice manteve-se praticamente estável, indicando redução de apenas 0,5 ponto, enquanto na comparação com agosto de 2015 o recuo foi maior, equivalente a 3 pontos”, informou, completando que o índice de intenção de investimentos varia de 0 a 100 pontos, quanto maior o índice, maior é a intenção de investir.



    Fonte: ASSECOM
    Por: Daniel Pedra

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