Campo Grande (MS),

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    segunda-feira, 29 de agosto de 2016

    LÍNGUA PORTUGUESA - Professor Fernando Marques



    9. A posição do tronco durante o discurso

    Posicionado de forma correta, o tronco poderá indicar competência, firmeza, disposição, segurança, interesse, dedicação, coragem etc.

    Por ser a parte central do corpo humano, o tronco possibilita a vinculação gestual com a cabeça, os braços e as pernas, de forma que a sincronização destes com as palavras reforça a mensagem. Esse reforço potencializa os movimentos voluntários que podem assegurar a atenção dos ouvintes.

    É controlando os movimentos do tronco que se pode alinhar ou, conforme as palavras e a mensagem a ser transmitida, inclinar a cabeça, os braços e as pernas.

    Quando se deseja demonstrar agressividade, fuga, desleixo, cansaço, excesso de intimidade, erotismo, afronta, os movimentos e a posição do tronco pode evidenciar a mensagem. Todavia, os movimentos e o posicionamento incorreto implicam desarmonia e erros que podem prejudicar o sucesso do discurso.

    10. Os braços e as mãos 

    Como convém agir? Com os braços pendentes, afastados do corpo?

    Quando os braços ficam pendentes por mais tempo do que o conveniente, a plateia tem a impressão de que o orador está nervoso, cansado e despreparado.

    O erro mais comum consiste no cruzamento dos braços à frente do corpo, salvo quando há a intencional demonstração da indicação de omissão, apatia, negligência, afrontamento, enfrentamento, oposição.

    Durante o discurso, os braços devem ser movimentados conforme a necessidade da mensagem, podendo indicar abraço, liberdade, aprisionamento, libertação, voo, expansão.

    10.1. As mãos

    Quando o orador demonstra entusiasmo, animação espontânea, suas mãos gesticularão com naturalidade. Entretanto, não havendo a vinculação com a mensagem ora transmitida, não se deve colocar as mãos no bolso, na cintura, nas costas, na cabeça, à frente da pelve.

    Segurar papel, documentos, livros, anotações, autos, laudos, revistas, jornais ou fichas por tempo além do necessário, dá à plateia a impressão de que o orador não está devidamente preparado para a sua missão.

    Havendo o desejo de manifestar aprovação ou solicitação, o orador deverá estender uma ou ambas as mãos em direção aos ouvintes, iniciando o movimento com as palmas para cima e encerrando com um suave movimento dos dedos em direção ao próprio peito. Para exprimir desaprovação ou objeção, deve fazer o mesmo movimento, mantendo, todavia, as palmas das mãos voltadas para baixo.

    Ao estender as mãos com as palmas voltadas para o público e dobradas à altura dos pulsos, desde que as palavras sejam pronunciadas de forma mais vagarosa, o orador terá excelente êxito ao transmitir a ideia de acautelamento, de pedido de cuidado, consideração ou acautelamento.

    Levantando o punho cerrado à altura do ombro, o orador pode aliar as suas palavras à ideia de coragem, incentivo, aprovação, resolução, apoio, assentimento.

    Apontando o dedo indicador para cima, o orador pode aliar as palavras a esse gesto para dirigir a atenção dos ouvintes para um fato ou um ponto relevante da sua mensagem. Porém, deve ter o cuidado de nunca apontar o dedo indicador em direção à plateia.

    Balançar os braços, mantendo as pontas dos dedos voltadas para cima e palmas voltadas para os ouvintes, na altura dos ombros, denota negatividade ou refutação, significando uma excelente técnica, uma arte especial, quando as palavras traduzirem o convencimento que pode ser utilizado perante o tribunal do júri, em uma apresentação de negócios, de teses, trabalhos científicos, sermão eclesiástico, discurso político etc.



    Continuação na próxima semana. 

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