Campo Grande (MS),

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    segunda-feira, 8 de agosto de 2016

    FRONTEIRA| Polícia paraguaia faz buscas na casa de adversário de prefeito assassinado

    Viaturas da polícia na casa de político paraguaio, hoje de manhã em Pedro Juan Caballero (Foto: Ronald Díaz)

    Agentes da Divisão de Homicídios da Polícia Nacional do Paraguai que investigam o assassinato do prefeito de Bella Vista Norte, Miguel Louteiro, fizeram buscas na manhã de hoje (8) na casa de Catalino Diaz, adversário político da vítima.

    Catalino foi diretor da penitenciária de Pedro Juan Caballero em 2009 e no ano passado disputou a prefeitura de Bella Vista com Miguel e foi derrotado. A casa fica no bairro Guarani, em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã (MS), a 323 km de Campo Grande.

    Segundo policiais que participaram das buscas, nenhuma pista que pudesse ligá-lo ao crime foi encontrada. O prefeito e seu assessor Celso Carballo foram mortos a tiros na tarde de sexta-feira (5) na zona rural de Bella Vista Norte, cidade vizinha de Bela Vista (MS).

    O crime ocorreu a 50 km da fronteira, quando o prefeito Miguel e Celso vistoriavam a recuperação de uma ponte de madeira na colônia Santa Ana.

    Miguel Louteiro tinha sido eleito em 2015 (Foto: Divulgação)

    Miguel Louteiro levou 23 tiros e o assessor foi atingido por 16 disparos, feitos por dois pistoleiros que executaram as vítimas na frente de cinco pessoas que trabalhavam na recuperação da ponte.

    Matador identificado 

    De acordo com a polícia paraguaia, um dos dois atiradores foi identificado como Roberto Carlos Rodríguez González, 40, natural de Pedro Juan Caballero.

    Gonzalez, que é cozinheiro profissional, tem uma história de roubo e assassinatos, segundo a polícia do país vizinho. Ele foi acusado de matar o brasileiro Leandro Durães de Oliveira, em fevereiro do ano passado.

    Hipóteses 

    Nesta segunda-feira, o comissário Jorge Fernandez, chefe de investigação da Polícia Nacionale m Pedro Juan Caballero, disse que existem três possíveis causas para a execução de Miguel Louteiro.

    Em entrevista à rádio ABC Cardinal, de Assunção, ele disse que a morte pode estar relacionada à disputa por terra, dívidas ou até mesmo por motivação política.



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