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    terça-feira, 30 de agosto de 2016

    Dilma faz corpo a corpo com indecisos na véspera da votação final

    Presidente afastada chamou parlamentares ao Alvorada nesta terça-feira. Segundo Miguel Rossetto, busca por votos vai 'até a madrugada' de quarta.

    presidente afastada Dilma Rousseff - Divulgação/Arquivo

    Na véspera da votação no plenário do Senado que decidirá se a presidente afastada Dilma Rousseff será condenada no processo de impeachment, ela dedicou sua agenda desta terça-feira (30) a reuniões com senadores que, na avaliação dela, ainda estão indecisos sobre como votar no julgamento final.

    A informação é do ex-ministro do Desenvolvimento Agrário e da Secretaria-Geral Miguel Rossetto. Ao G1, o petista, um dos quadros históricos do partido e um dos principais conselheiros de Dilma, disse que a busca por votos contrários ao impeachment seguirá “até a madrugada”.

    Pela previsão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, o plenário do Senado deverá decidir na manhã desta quarta se aprova ou não o impeachment de Dilma.

    “Passamos o dia ligando para os senadores, recebendo senadores, lideranças da sociedade e vamos continuar nessa mobilização. A presidenta tem recebido os senadores, dialogado com eles e nosso objetivo é garantir que amanhã haja o número de votos para bloquear este golpe”, disse Rossetto ao G1.

    Segundo o ex-ministro, aliados de Dilma, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também passaram o dia com a presidente afastada no Alvorada conversando com os indecisos. Rossetto, porém, optou por não dizer quem seriam esses parlamentares que, na avaliação de Dilma, podem votar contra o impeachment.

    Depoimento x votos

    Nesta segunda (29), Dilma passou cerca de 13 horas prestando seu depoimento ao plenário do Senado no qual apresentou sua defesa no processo de impeachment.

    Além de um discurso, com pouco mais de 45 minutos, a petista respondeu a perguntas de 48 senadores. Em todo o depoimento, ela reiterou não ter cometido crime de responsabilidade e disse que, se consumado o impeachment, o processo terá sido um "golpe parlamentar".

    Segundo Rossetto, a avaliação entre os aliados de Dilma é que a "verdade" no depoimento da presidente afastada foi "reconhecida" por parlamentares indecisos.

    O ex-ministro disse ainda que a "dignidade e a coragem" com as quais Dilma respondeu aos senadores geraram uma repercussão "excelente" entre aqueles senadores que ainda irão decidir sobre como votar nesta quarta.



    Do G1, em Brasília
    Por: Filipe Matoso

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