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    sexta-feira, 12 de agosto de 2016

    Cresce a procura por rastreadores veiculares no Brasil

    Divulgação

    “Um investimento que vale a pena”. É assim que o arquiteto Felipe Lima, 27 anos, define o valor pago por ele mensalmente por um serviço de rastreamento do seu automóvel. Ele é um dos milhares de proprietários de veículos em São Paulo que optaram por adquirir o equipamento.

    De acordo com a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNseg), atualmente circulam cerca de 60 milhões de veículos no país, mas apenas 17,5 milhões estão segurados e possuem algum tipo de rastreador veicular, o que representa cerca de 30% da frota.

    “Busquei colocar o rastreador no meu veículo devido ao índice de criminalidade, roubo e assalto em nossa Capital. Não estou 100% livre mas fico mais tranquilo pois se ele for roubado, vou saber exatamente onde vai estar”, pontua o arquiteto.

    Para Dayane Fernandes, proprietária de uma pizzaria com uma frota de motos para delivery, os rastreadores veiculares foram uma salvação. “As motos são um patrimônio da nossa empresa. Depois da instalação dos rastreadores em toda a frota ficamos mais tranquilos e passamos até a entregar pizza em bairros mais longes da nossa região original de atuação”.

    Para quem ainda não tem verba no orçamento para arcar com o custo dos rastreadores, a Superintendência de Seguros Privados aprovou em março deste ano, o seguro auto popular com objetivo de ampliar o número de proprietários cobertos no Brasil.

    Na modalidade "popular" é permitido fazer o conserto com peças usadas ou recondicionadas, vindas de empresas de desmontagem credenciadas, conforme a lei 12.977, que regulamentou os desmontes de veículos em todo o país em 2014

    Dicas e cuidados

    Para Gonçalo Avillez, fundador do website de seguros automotivos e rastreadores veiculares E-cota (www.e-cota.com) é preciso tomar cuidado para não ser enganado com falsas propagandas em descontos dos seguros populares.

    “Com a popularização dos seguros muitas empresas menores e não qualificadas vão entrar no mercado para oferecer seus serviços. Por isso criamos dentro do nosso website um sistema de comparação de empresas onde o usuário pode encontrar um histórico dos preços e das histórico da empresa que oferece os serviços de seguro, oferecendo mais segurança na contração”, conclui o empresário.

    Como funciona o Seguro Auto Popular?

    O objetivo é colocar no mercado seguros com preços cerca de 30% mais baratos. Este tipo de modalidade vai permitir o uso de peças usadas ou recondicionadas no conserto, só não pode recorrer a peça usada em consertos que envolvem itens de segurança, como o sistema de freios, suspensão e cintos de segurança.

    A cobertura mínima para este tipo de seguro deverá ter indenização por danos causados ao veículo por colisão, mas deve incluir também danos parciais. Não serão permitidos pacotes apenas com indenização integral.

    Segundo Jaime Garfinkel, interino da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, o mercado de seguros automotivos ainda tem muito para crescer este ano. “51,9 milhões de veículos com mais de cinco anos de uso não têm seguro. É um mercado que pode passar a ser explorado a partir do seguro popular, que deve ser realidade em 2016”.



    Fonte: ASSECOM
    Por: Fernanda Oliveira

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