Campo Grande (MS),

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    domingo, 7 de agosto de 2016

    Brasil termina em 4º na classificatória e se aproxima das finais

    Líderes! Flavinha e Rebeca puxam o Brasil, que encaminha vagas em finais.

    Rebeca Andrade assume ponta do individual geral e Flávia Saraiva é a melhor na trave. Em quarto após três subdivisões, equipe também se aproxima da decisão.
    Equipe do Brasil encantou a Arena Olímpica (Foto: Getty Images)
    Como não se encantar com Flávia Saraiva? Uma baixinha de 1,33m que salta com firmeza em uma trave de 10 cm de largura. Como não se impressionar com Rebeca Andrade? Uma jovem completa, que voa no salto, no solo, nas barras, na trave... Como não aplaudir Jade Barbosa, Daniele Hypólito e Lorrane Oliveira? Três guerreiras que colocam para trás lesões ou as barreiras impostas pelo tempo. A Arena Olímpica do Rio de Janeiro viu as cinco formarem a melhor equipe olímpica do Brasil neste domingo. Um grupo de meninas que cativou torcida e árbitros com apresentações seguras. Com 174,054 pontos, o time anfitrião da Olimpíada se colocou na quarta colocação após três das cinco subdivisões e se aproximou da final.

    O show teve duas grandes estrelas nesta tarde. Rebeca Andrade mostrou que é completa, cravou tudo, somou 58,732 pontos e assumiu a liderança da disputa do individual geral, à frente de russas e chinesas.

    - Fiquei muito feliz. Meus treinadores sempre acreditaram que um dia, em uma Olimpíada, eu pegasse final do individual geral. Claro que eu acreditava, mas não tanto quanto eles. Agora sei que posso, é querer mais e mais - disse Rebeca.
    Rebeca Andrade está liderando classificatória da ginástica (Foto: Mike Blake/Reuters)

    E ela deve ter a companhia de Flávia Saraiva na decisão. Com 56,532 pontos, a Pequena Notável se colocou na sétima posição e dificilmente fica fora do top 24. A grande aposta da baixinha, porém, é a trave. Ela encantou no aparelho, com uma série precisa e ousada. Os 15,133 a levaram para a primeira colocação, à frente de chinesas e da romena Catalina Ponor, campeã olímpica do aparelho em 2004.

    - Foi uma emoção muito grande, porque foi mina primeira Olimpíada e no meu país. Eu não fiquei muito nervosa, porque estava muito bem treinada. Estava concentrada. Deu tudo certo. Eu não quero colocar muita expectativa na trave. Estou tentando fazer o meu melhor. Se eu conseguir uma medalha vai ser uma alegria muito grande - disse Flavinha.

    Grandes favoritas no Rio, as americanas ainda vão competir na classificatória deste domingo. É provável que Simone Biles e cia. tirem as duas garotas brasileiras do posto de líderes no individual geral e na trave. Mas nada que diminua o feito das duas estreantes olímpicas. Por pelo menos algumas horas, Rebeca pode falar que é a ginasta mais completa do mundo, e Flávia, a número 1 na trave.
    Flávia Saraiva brilhou no solo e principalmente na trave, assumindo a liderança do aparelho (Foto: Julio Cortez/AP Photo)

    TRAVE

    Equilíbrio é o que é preciso na trave, e isso a Flavinha tem de sobra. A baixinha não tremeu por ser sua estreia olímpica aos 16 anos, por começar já em seu aparelho mais forte, aquele em que era apontada como candidata ao pódio. A Pequena Notável encantou com uma série incrível, praticamente perfeita. A nota de 15,133 coroou a apresentação e colocou a ginasta na liderança do aparelho. Foi o ápice de uma grande passagem do Brasil pela trave.

    Antes de Flavinha, Daniele já havia conseguido 14,266 e Rebeca, 14,200. Jade teve um desequilíbrio, mas os 13,600 foram descartados na nota da equipe. Com 43,559, o Brasil se colocou como o melhor grupo na trave, à frente até de China e Rússia.

    SOLO
    Daniele Hypolito se apresenta no solo, ao som
     de Anitta (Foto: Ricardo Bufolin/CBG)

    O solo do Brasil ganhou o ritmo de Beyoncé. Rebeca Andrade guardou um elemento inédito para a final individual geral, mas ainda assim rendeu à ginasta 14,033 pontos (assista ao vídeo abaixo). A mesma nota de Flavinha, que mais uma vez cativou com seu solo.Jade conseguiu 13,733 para descartar os 12,400 de Daniele Hypolito. Ao som de Anitta, a veterana do grupo sofreu uma queda e pisou fora da área. Diante da câmera, ela pediu desculpas à Arena Olímpica. Nem precisava. Todos aplaudiram a ginasta por seu esforço e sua trajetória em mais de uma década à frente da equipe brasileira. O Brasil esperava mais do que os 41,799 pontos no solo, mas nada que diminuísse a empolgação das anfitriãs da Rio 2016.

    SALTO

    Era a hora de voar no salto, o aparelho mais forte do Brasil. Uma a uma, Lorrane (14,833 pontos), Flavinha (14,633) e Jade (14,900) abriram o caminho para Rebeca Andrade. Essa, sim, não tem medo de voar. Pela primeira vez depois da lesão grave no joelho do ano passado, a ginasta apresentou um Amanar em competição, um dos saltos mais difíceis do código de pontuação(assista ao vídeo abaixo). O resultado do voo com aterrissagem quase perfeita foi a maior nota do Brasil no dia: 15,566. 

    Ela só não vai disputar a final do aparelho por não ter tentado um segundo voo, necessário para quem quer brigar por medalha no salto. Preferiu focar na disputa do individual geral. Com 45,299, mais uma vez o Brasil foi o melhor em um aparelho.

    BARRAS

    Só faltava o histórico calcanhar de Aquiles, as barras assimétricas. Lorrane tratou logo de tirar a pressão com uma série segura e a nota 14,158. Jade vibrou muito e pôde abrir o sorriso após cravar a saída: 14,266 (assista ao vídeo abaixo). Rebeca também cravou e festejou os 14,933 que a colocou na liderança do individual geral. Flavinha falhou, caiu, mas a nota 12,733 foi descartada. Com 43,357 pontos no aparelho, o Brasil já havia encaminhado a vaga na final por equipes.




    Fonte: G1
    Por Amanda Kestelman, João Gabriel Rodrigues e Marcos Guerra - Rio de Janeiro


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