Campo Grande (MS),

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    terça-feira, 16 de agosto de 2016

    Alison e Bruno jogam muito, superam reação da Holanda e avançam à final

    Mamute dá show no bloqueio mais uma vez, e o "Mágico" faz defesas incríveis para garantir o triunfo em um jogaço sobre os fortíssimos Brouwer e Meeuwsen no tie-break 

    Alison e Bruno Schmidt jogam demais na Praia de Copacabana (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)

    A derrota Larissa/Talita na semifinal feminina diante de Ludwig/Walkenhorst, da Alemanha, abrindo o dia de disputas na Praia de Copacabana, deixou o clima ruim nas arquibancadas da Arena de Vôlei de Praia. Mas bastou Alison Mamute marcar com um lindo bloqueio o primeiro ponto do jogo contra a Holanda na semifinal masculina e chamar o público em seguida para a energia negativa se dissipar, injetando novo ânimo nos muitos brasileiros presentes. Com muitos bloqueios do gigante de 2,03m e lindas defesas de seu parceiro Bruno Schmidt, o Brasil superou uma reação incrível dos holandeses Brouwer e Meeuwsen e saiu vitorioso por 2 a 1, parciais de 21/17, 21/23 e 16/14 em 59 minutos de confronto. Dessa forma, garantiu a classificação para a decisão olímpica e já tem uma medalha garantida.

    Os holandeses foram bem e não falharam muito nas primeiras parciais, mas o time do Brasil mostrou que está totalmente alinhado com o que precisa fazer dentro de quadra para sair vitorioso. A missão de Alison é mandar na rede. Foi o que ele fez. Deu show no bloqueio. A tarefa de Bruno é defender. Ele se destacou nesse quesito. Fez jus ao título de melhor do mundo que ganhou em 2015. O jogo não foi nada fácil, mas eles saíram com a vitória. Para se ter uma ideia, Alison conseguiu 25 pontos, sendo 12 de bloqueio (seu melhor jogo no quesito até agora na Olimpíada). Bruno fez 16 pontos e conseguiu salvar 13 vezes. A Holanda cedeu 17 pontos aos brasileiros. Brouwer marcou 19, e Meeuwsen, gigante, 18, sendo 10 no bloqueio.

    - (Essa final) Significa superação, realização de um sonho. Conquistamos grandes coisas para chegar até aqui. Superamos tudo. A identidade do nosso time é a superação. Quando o bloqueio funciona, o sistema defensivo todo funciona. Quando o Bruno se posiciona bem, quando ele me coloca bem, quando me dá um toque, porque ele é o meu olho no fundo de quadra. Quando o bloqueio engrenou, a torcida veio junto. Foi incrível - resumiu Alison, que já marcou 34 pontos de bloqueio na Olimpíada. 
    Alison chama a torcida do Brasil para jogar junto (Foto: Adrees Latif / Reuters)

    Os rivais de Bruno Schmidt e Alison saem do duelo entre Itália, de Nicolai e Lupo, e Rússia, de Liamin e Barsuk, às 23h (de Brasília), nesta terça-feira. Os russos são os mesmos que tiraram Pedro Solberg e Evandro dos Jogos Olímpicos nas oitavas de final.


    No feminino, apenas Ágatha e Bárbara Seixas seguem na disputa do ouro. Elas enfrentam as americanas Kerri Walsh e April Ross, às 23h59 (de Brasília). Já Larissa e Talita agora vão brigar pela medalha de bronze, na quarta-feira, às 22h, contra a dupla derrotada no duelo entre Brasil e Estados Unidos mais tarde.

    O JOGO

    Bruno contra Meewusen no bloqueio
    (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)

    O gigante Meeuwsen, de 2,07m, começou pontuando no confronto, mas Alison deu o troco no bloqueio e chamou a galera. O Mamute parecia furioso novamente, como havia sido diante dos EUA nas quartas e contra a Espanha nas oitavas, quando marcou 26 e 31 pontos. O jogo contra a Holanda estava equilibrado, mas ele se destacava. A habilidade de Bruno Schmidt chamou a atenção em diversos momentos, como no ponto, quase na linha, que deixou o placar em 14 a 10. Focados e enérgicos, os brasileiros ditaram o ritmo. O Brasil então teve sete points. Num deles, o "Mágico" defendeu de soco, mas errou o ataque. No outro, Alison mandou a bomba em cima do rival na rede e fechou: 21 a 17.


    O segundo set iniciou da mesma forma que o primeiro. Ponto da Holanda, troco de Alison. O jogo era parelho: os holandeses erravam pouco, mas os brasileiros estavam fazendo bem demais seu dever de casa. Alison brilhava no bloqueio, Bruno salvava nas defesas. A torcida estava louca nas arquibancadas e ia ao delírio a cada ponto dos donos da casa. O primeiro match point veio das mãos de Alison. Paredão, é claro. Os holandeses evitaram duas vezes. Meewusen deu seu troco com um bonito bloqueio também. No finzinho, o time europeu engrossou demais e, com um ace de Brouwer, acabou conseguindo ir ao tie-break, com 23 a 21 no placar, premiados por sua reação inacreditável em um duelo que já parecia do Brasil.
    Alison abre os braços para ouvir a galera (Foto: REUTERS/Adrees Latif)

    O tie-break começou favorável aos holandeses. Meeuwsen estava demais no bloqueio. Parecia copiar o que Alison fizera no restante do confronto. O Mamute tentava de tudo e continuava bem no bloqueio. Um erro de Brouwer em um serviço deixou o Brasil na frente. Mais uma vez, o "muro" brasileiro prevaleceu, e os donos da casa abriram dois de diferença. Novamente, Brouwer errou seu saque, ajudando os rivais. A grande jogada de Alison foi quando, ao invés de tentar a bomba, a Holanda apostou na categoria com um toquinho: eles não enganaram o brasileiro, e a bola não passou do bloqueador. 
    Alison e Bruno Schmidt vencem os holandeses (Foto: REUTERS/Adrees Latif )

    Mas a Holanda, mais uma vez, surpreendeu. O Brasil abriu 10 a 7, mas deixou os estrangeiros empatarem. A virada veio na boa bola de Meeuwsen na rede, conseguindo vazar a muralha de Alison e a defesa de Bruno. A cravada de Mamute deixou tudo igual. O mesmo jogador bloqueou bonito, a bola bateu na linha, e os brasileiros tiveram o primeiro match point. Assim como no fim do segundo set, os holandeses tentaram evitar. Mas o dia era de Alison e Bruno. E, no ponto de Schmidt em cima de seu adversário, vitória na parcial por 16 a 14 e no confronto por 2 a 1.



    Fonte: G1/GE
    Por: Alexandre Alliatti, Carol Fontes, Edgard Maciel de Sá e Gabriel Fricke - Rio de Janeiro, RJ

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