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    quinta-feira, 28 de julho de 2016

    Suspeita de matar filha grávida chega a fórum em maca e com rosto coberto

    Professora está internada em ala psiquiátrica desde julho em Jaboticabal. Para a polícia, ela esfaqueou filha e atacou neto de 4 anos em Ribeirão. 

    Suspeita de matar filha grávida a facadas passa por perícia no Fórum (Foto: Reprodução/EPTV)

    A professora de música Alda Poggi, suspeita de matar a filha grávida e esfaquear o neto de 4 anos em junho deste ano em Ribeirão Preto (SP), passou por uma perícia na tarde desta quinta-feira (28) no Fórum da cidade.

    Alda, que desde o início de julho é mantida em um hospital psiquiátrico em Jaboticabal (SP), chegou ao prédio da Justiça, no bairro Ribeirânia, em uma ambulância. Ela foi levada de maca ao interior e manteve o rosto coberto por uma toalha.

    A Justiça de Ribeirão concedeu liberdade provisória a suspeita, vinculada à internação na ala psiquiátrica da unidade hospitalar. O caso é mantido em sigilo e a motivação do crime não foi divulgada pela polícia.

    Saúde mental

    O pedido para a perícia médica, que pode atestar se a professora tem ou não problemas psiquiátricos, partiu da defesa da suspeita. Segundo o advogado Daniel Rondi, a Justiça determinou um prazo de 15 dias para a elaboração do laudo. Ele não deu detalhes sobre o estado de saúde dela.

    Os exames também foram solicitados pelo Ministério Público após recebimento do inquérito enviado pela Polícia Civil. O promotor Marcus Tulio Nicolino informou que o estado mental da professora é determinante para a investigação.

    "A gente ainda não sabe se ela teve um surto psicótico, ou se premeditou o crime. É muito importante, antes de falarmos sobre a motivação, esclarecer qual a situação mental dela. Se ela é louca, se não é, se sofre de esquizofrenia, ou não", disse.
    Alda Poggi Pereira é suspeita de matar a filha e
    esfaquear neto (Foto: Reprodução/Facebook)

    Investigação

    A Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão na casa da família, onde o crime ocorreu. No local, os policiais apreenderam objetos e um galão com gasolina.

    Segundo Nicolino, nos dois depoimentos prestados à polícia, Alda afirmou que não se lembra do dia do crime. O inquérito concluiu, porém, que horas antes de esfaquear a filha e o neto, a professora de música comprou combustível e as facas usadas - o material foi apreendido.

    O MP também pediu à Polícia Civil uma busca na casa do vizinho da professora, que alegou ter evitado que ela se matasse após atacar a filha e o neto. De acordo com Nicolino, é necessário reconstituir o crime, por ser mais um elemento que pode esclarecer a suspeita de que Alda mantinha um relacionamento extraconjugal com o vizinho, e ainda se esse fato motivou, de alguma forma, o ataque.

    Entenda o caso

    Segundo a polícia, Alda esfaqueou a filha, a professora Ligia Poggi Pereira, de 30 anos, enquanto dormia. Em seguida, deu duas facadas no pescoço do neto e ligou para um vizinho, dizendo que também se mataria. Ele conseguiu evitar o suicídio, mas ficou ferido.

    Ligia chegou a ser submetida a uma cesárea, mas ela e o bebê não resistiram. O marido dela estava em viagem à Itália.

    A criança de 4 anos passou por cirurgia e ficou três dias internada na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE) até receber alta. Ela permanece sob os cuidados do pai e a família não se pronunciou sobre a tragédia.

    A Polícia Civil decretou o sigilo das investigações, assim como a Justiça.
    Professora foi esfaqueada pela mãe enquanto dormia (Foto: Reprodução/Facebook)





    Do G1 Ribeirão e Franca

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