Campo Grande (MS),

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    segunda-feira, 11 de julho de 2016

    PONTA PORÃ LINHA DO TEMPO| Memória histórica e cultural. Ponta Porã, ponto de parada de tropeiros, negociantes de erva mate e comboios de bois

    Em busca de um ideal, através de lutas e dificuldade muitos realizam seus sonhos, tal conquista não é fácil, e por vezes tende aparecer à desistência em sua mente, mas quem insiste consegue consumar e realizar esse sonho. Yhulds Bueno

    Erva mate também conhecida na região de fronteira como (ouro verde). Recebeu O nome científico Ilex paraguariensis que foi dado em 1820 pelo botânico francês Auguste de Saint-Hilaire, depois de entrar em contato com a planta no Paraguai. Aprofundando-se em suas pesquisas da origem da planta, descobriu que era na região do Paraná que a erva crescia em maior quantidade e qualidade, em seus registros ele se retratou dizendo que deveria tê-la nomeado Ilex brasiliensis.

    Os nativos guaranis da região nordeste da Argentina parecem ter sido os descobridores do uso da erva-mate. No século XVI (16) os guaranis passaram este conhecimento aos colonizadores espanhóis, que o disseminaram por todo o Vice-Reino do Rio da Prata. Ver mate chegou a ser proibida no sul do Brasil durante o século XVI, pois a mesma era considerada "erva do diabo" pelos padres jesuítas das reduções do Guayrá. A partir do século XVI, no entanto, os jesuítas passaram a incentivar o seu uso pelos índios com o objetivo de afastá-los das bebidas alcoólicas. 
    Foto da década de 1930 da família de Francisco Rodrigues, acervo de Carlos Morel. Fazenda Emboscada localizada na região fronteiriça de Ponta Porã neta época, hoje município de Aral Moreira.

    Com o fim da Guerra da Tríplice Aliança a exploração e produção da erva mate cresceu atraindo aqueles que aqui se fixaram, para iniciar sua produção ervateira, esta região neste período da formação histórica fronteiriça serviam como parada de tropeiros e viajantes, esses oriundos principalmente do sul e de outros países que visualizavam oportunidades principalmente na exploração de erva mate entre outras riquezas minerais existentes. 
    Fonte: Imagem da web. Vista aérea da Laguna Porã, década de 50.

    Juntamente com a exploração da erva mate paralelamente a criação de boi (gado) se firmava na região e os negócios eram realizados as margens da Laguna Porã (PY), nas proximidades das três figueiras (onde se localiza o prédio da prefeitura Municipal de Ponta Porã - BR). 
    Ponta Porã Linha do Tempo. Arquivo pessoal de Nilza Terezinha: Foto década de 40. Acervo de seu pai Itrio Araújo dos Santos conhecido como (cabo Itrio), que serviu no 11º Regimento de Cavalaria na cidade de Ponta Porã na década de 40, Cabo Itrio era um admirador da arte de tirar fotos, desta forma ao longo dos anos ele agregou ao seu acervo centenas de ricas imagens da região de fronteira. Esta imagem da fazenda de criação de gado na região do Maemi próximo a Rincão de Julho.

    Arcevo do autor. Fonte livro Aral Moreira e Juvenal Fróes os caminhos da erva mate na fronteira Sul-Mato-Grossense. Carretas que faziam o transporte de erva mate.

    No inicio da formação das fazendas na região, época nada fácil para quem se aventurou por estas terras vastas e misteriosas, que antes da divisão política dos estados brasileiros era composto pelos estados de Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, essa imensidão territorial estava longe dos grandes centros já em formação no Brasil.
    Foto Arquivo da Família Rodrigues (Francisco e Miguel Rodrigues in memoriam). Acervo de Carlos Morel. Imagem na fazenda “Emboscada” de Francisco e Miguel Rodrigues. Peões no trabalho na secagem da erva mate. Década de 30.

    “Começam a chegar a Mato Grosso as comitivas do Rio Grande do sul, as causas dessa epopeia. Terminada a guerra do Paraguai, em 1870, a zona sul de Mato Grosso se tornara conhecida pelos componentes da coluna do general Câmara, que operou nas cordilheiras de Amambaí e Maracaju, na sua fase final. Feita a desmobilização, os que regressaram à sua província natal Rio Grande do Sul levaram a notícia de que aqui existiam campos devolutos, próprios para criação de gado, e imensas matas virgens, onde se encontrava a erva-mate nativa.” ELPIDIO REIS, Ponta Porã Polca, churrasco e chimarrão, Rio, 1981. Pág. 49.
    Foto Arquivo da Família Rodrigues (Francisco e Miguel Rodrigues in memoriam). Acervo de Carlos Morel. Imagem na fazenda “Emboscada” de Francisco e Miguel Rodrigues, ambos aparecem na foto juntamente com dois amigos de termo, inspecionando a plantação de erva mate. Década de 30.

    Muitos acordos foram realizados nestes tempos, que serviram para alavancar o desenvolvimento econômico da região, erva mate o produto principal que movimentava o setor produtivo da economia local, era transportado às toneladas.

    O desenvolvimento de uma região é necessário para que o progresso chegue, e com ele venha às novidades de novas tecnologias, para seguir amenizando as dificuldades do inicio da colonização, que os pioneiros tiveram que vencer para construir o seu sonho com sangue, suor e lagrimas na formação da região fronteiriça. 

    Quando uma pessoa visita uma cidade já formada com suas Ruas, Avenidas, Bairros e Vilas e novas frentes de trabalho, o comercio ativo, a industrialização, escolas, hospitais, não conhece histórico das dificuldades que o município enfrentou para se crescer ao longo das décadas.

    A economia seja ela gerado com a produção de grãos no campo, ou pela indústria alavanca o crescimento de uma cidade de uma região, ajudado no seu desenvolvimento sócio, político econômico e cultural, pois uma nova cidade prospera que incentiva quem acredita no seu potencial, serve de atrativo a novos migrantes, emigrantes e imigrantes de varias partes do país e do mundo, que junto com seu interesse em investir também traz sua cultura e costume que se misturam com os já existentes.

    Hoje as novas gerações desconhecem a história de criação de seu município, como o mesmo surgiu, muitas vezes pode se dizer que desconhece sua própria história, sua origem, como seus ancestrais pioneiros em seu tempo vieram e se instalaram nesta região, dando continuidade a sua família, contribuindo para o crescimento e desenvolvimento da cidade. 

    Rememorar fatos históricos e homenagear os pioneiros em seu tempo, e proporcionar as novas e futuras gerações o conhecimento de suas origens. Aos bravos em seu tempo o agradecimento por sua coragem.


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