Campo Grande (MS),

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    sábado, 9 de julho de 2016

    Pastor Felipe Heiderich segue preso por falta de tornozeleira eletrônica

    Pastor é acusado de abusar sexualmente do enteado de 5 anos - Foto: Reprodução

    A determinação da Justiça do Rio, de conceder liberdade ao pastor Felipe Heiderich — suspeito de abuso sexual contra o enteado de 5 anos — não pôde ser cumprida na manhã deste sábado, como previsto. Por falta de tornozeleira eletrônica, o religioso continua preso em uma cela isolada da Cadeia Pública José Frederico Marques, também conhecida como Bangu 10, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Até que o juiz indique um novo parecer, ele seguirá encarcerado. Felipe Heiderich nega todas as acusações.

    — Ele não saiu da prisão, pois era necessária a tornozeleira, que está em falta. Isso logo será informado ao juiz, que decidirá se ele será solto assim mesmo, sem tornozeleira, ou se permanecerá preso por tempo indeterminado. Não existe previsão para que isso seja resolvido — esclareceu um representante da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

    Em nota, o órgão explica que está se esforçando para que a situação seja revertida, num "compromisso junto ao fornecedor para que a entrega e a manutenção das tonozeleiras seja normalizado".

    Leia nota oficial da Seap na íntegra:

    A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária informa que recebeu o pedido para a soltura de Felipe Garcia Heiderich Segundo, mas, no momento, não possui tornozeleira eletrônica para ser colocada. A Seap informa ainda que ele pode ir para prisão domiciliar sem tornozeleira, desde que o juiz autorize.A Seap esclarece que vem se esforçando para honrar seu compromisso junto ao fornecedor para que a entrega e manutenção das tornozeleiras seja normalizado.
    Felipe Heiderich e Bianca Toledo são casados desde 2013 - Foto: Reprodução
    Pastor está preso desde terça-feira

    Felipe Heiderich teve a prisão temporária decretada por 30 dias pela 17ª Vara Criminal do Rio, após o Ministério Público endossar um pedido feito pela delegada Cristiana Bento, da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) . O pedido foi baseado ainda em uma avaliação psicológica e psiquiátrica da criança, que teve acompanhamento de dois profissionais, ao ser ouvida pela polícia.

    Em nota a Polícia Civil do Rio informou, nesta quinta-feira, que o caso segue sendo investigado. Leia na íntegra:

    “De acordo com a Delegada de Polícia Cristiana Bento, titular da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima - DCAV, Felipe Garcia Heiderich Segundo, de 35 anos de idade, foi preso em cumprimento a mandado de prisão temporária nesta segunda-feira, 04 de julho. Investigações continuam em andamento e diligências estão sendo realizadas”.

    Mãe falou de caso em vídeos

    A pastora Bianca Toledo, mulher do acusado e mãe da vítima, divulgou um vídeo dizendo que estava se separando de Felipe após descobrir que ele era homossexual e encontrava-se “acautelado por crime de pedofilia”.

    “Como mãe eu posso dizer que os últimos dias foram os piores da minha vida. Ele está atrelado com crime de pedofilia e eu estou aguardando a justiça do céu e da terra (...) A palavra de Deus diz que nos últimos dias muitos seriam enganados. Quando Deus me trouxe de volta ele disse que era pra eu avisar pra igreja que eu estava voltando, eu nunca imaginei sentir isso na minha pele. Eu fui enganada. Mas se essa é a minha missão, eis-me aqui. Infelizmente eu fui tocada por essa revelação, mas o senhor me livrou. E eu quero que a justiça seja feita”, disse ela.




    Fonte: Extra
    Por: Gustavo Cunha

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