Campo Grande (MS),

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    sábado, 9 de julho de 2016

    Filha de Roberto Jefferson anuncia candidatura à sucessão de Cunha

    Cristiane Brasil (PTB-RJ) pretende concorrer à presidência da Câmara. Segundo assessoria, ela tentará buscar votos do 'Centrão' e do PSDB.

    Deputada Cristiane Brasil durante discurso na Câmara (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

    A deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) anunciou neste sábado (9), por meio da assessoria de imprensa, que vai disputar a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados.

    A parlamentar fluminense, que é filha do delator do mensalão Roberto Jefferson, é a primeira mulher a lançar candidatura para o cargo que ficou vago com a renúncia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). 

    O substituto de Cunha assumirá o comando da Câmara em um “mandato-tampão” até fevereiro, quando será realizada nova eleição para um mandato de dois anos.

    De acordo com a assessoria de imprensa, Cristiane Brasil tentará buscar votos da bancada feminina da Câmara, do bloco chamado "centrão" e de parlamentares do PSDB.

    A petebista, no entanto, ainda não formalizou a candidatura junto à Secretaria-Geral da Mesa da Câmara, o que deverá ser feito, segundo a assessoria, na próxima segunda-feira (11).

    Além de Cristiane Brasil, outros deputados já anunciaram que vão participar do pleito. Um deles é o primeiro-secretário da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), que também ainda não oficializou a candidatura.

    Até o momento, seis candidatos já formalizaram a participação na eleição prevista para acontecer na próxima semana.Veja quais são:

    Fausto Pinato (PP-SP): advogado, tem 39 anos e está em seu primeiro mandato. Chegou a ser eleito relator do processo contra Cunha no Conselho de Ética, mas foi substituído.
    Carlos Gaguim (PTN-TO): administrador, o deputado de 55 anos também está no primeiro mandato. Foi vereador e deputado estadual no TO. Governou o estado após a cassação do então governador Marcelo Miranda e do vice Paulo Sidnei pelo TSE, em 2009.
    Carlos Manato (SD-ES): médico, o deputado de 58 anos está no quarto mandato. É o atual corregedor da Câmara e já ocupou cargos de suplente na Mesa Diretora.
    Marcelo Castro (PMDB-PI): médico de 66 anos, foi ministro da Saúde do governo da presidente afastada Dilma Rousseff. Como deputado, está no quinto mandato.
    Fábio Ramalho (PMDB-MG): empresário, o deputado está no terceiro mandato consecutivo na Câmara. Ele já foi prefeito do município de Malacacheta (MG), entre 1997 e 2004.
    Heráclito Fortes (PSB-PI): funcionário público, o deputado está no quinto mandato na Câmara. Ex-senador, ele também foi prefeito de Teresina.

    Data da votação

    Os líderes partidários passaram a sexta-feira (8) em embate com o presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), sobre a data da eleição de seu sucessor. Maranhão marcou o pleito para a próxima quinta (14).

    No entanto, líderes partidários tentaram desautorizar o presidente em exercício e, em reunião, decidiram antecipar a eleição para terça-fera (12).

    Em retaliação, o presidente em exercício exonerou na manhã desta sexta o secretário-geral da Mesa Diretora, o servidor Silvio Avelino, que participou da reunião dos líderes. Ele também mandou retirar as cabines de votação que já estavam sendo instaladas no plenário, e reafirmou que a eleição será apenas na quinta.

    Após reunião com líderes de blocos que reúnem PMDB, PEN, PP, PTB, PSC, PR, PTN, PT do B, PSL, SD e PV, o deputado Rogério Rosso (PSD-DF), um dos cotados a concorrer à presidência da Casa, anunciou um pedido para que a Mesa Diretora, com os deputados da cúpula da Câmara, se reúna na próxima segunda (11) para ratificar a decisão do colégio de líderes de marcar a eleição para a tarde de terça.

    O regimento interno permite que o colégio de líderes convoque sessões extraordinárias para, inclusive, realizar eleições para a presidência da Casa.

    Apesar da articulação, Maranhão anulou o ato dos líderes na noite desta sexta e manteve a decisão inicial de realizar o pleito na quinta-feira.

    Segundo o presidente interino, o ato dos líderes partidários representa "usurpação de competência".

    O deputado do PP afirmou que se a eleição fosse antecipada, favoreceria os parlamentares que já têm a candidatura oficializada sobre aqueles que ainda estão angariando apoio. "A antecipação da data pode produzir a quebra de isonomia entre potenciais candidatos", alegou.



    Do G1, em Brasília


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