Campo Grande (MS),

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    quinta-feira, 7 de julho de 2016

    DE LEVE| O ‘mistério’ da riqueza dos nossos políticos



    Nem quero discutir se o Berlusconi – lá da Itália – roubou ou não dos cofres públicos ou apenas usou do tráfico de influência para levar vantagem. Vou me ater ao Brasil, com suas peculiaridades de personagens que conhecemos, ou imaginamos conhecer.
    Em toda véspera de campanha eleitoral volta o debate sobre a declaração de bens dos candidatos e principalmente quanto a evolução patrimonial nos últimos anos. Levando-se em conta a má fama comportamental da classe política – graças ao noticiário sobre os escândalos de corrupção – o brasileiro tem razões de sobra para ficar desconfiado ou indignado. 

    Maluf - por exemplo - argumenta que sempre foi rico e que sua mulher descende de família milionária. Alguns políticos tem ‘incrível sorte’ de ganhar na loteria, comprando bilhetes premiados, é claro. Outros abrem firmas e declaram lucros gigantescos para justificar a fantástica evolução patrimonial - e assim por diante. 

    As descobertas da Lava Jato têm mostrado ao país, a insaciabilidade de políticos, com patrimônios invejáveis conquistados através da corrupção. As delações têm conseguido devoluções de cifras altíssimas roubadas - em troca da redução de penas de prisão. Imagine então o quanto ficou escondido da lei nestas situações!

    Aqui mesmo no Mato Grosso do Sul é se ficar admirado com a rapidez com que muitos políticos ficaram efetivamente ricos na acepção do termo. Lembram o personagem do Rei Midas, que tinha o poder de transformar em ouro tudo que tocava. Como o universo local não é tão grande, acaba-se sabendo de casos mirabolantes de ascensão social sem nenhum pudor e com ostentação gritante. 

    Não se pode ser ingênuo. Não é sempre que o vereador e prefeito se contentam com o salário e diárias. Usam de artimanhas conhecidas para engordar o patrimônio e como sempre - de estratégias diversas para ‘esquentá-lo’ perante o fisco. 

    Merecidamente,gosto de usar como exemplo de comportamento acima de qualquer suspeita, o ex-prefeito Lúdio Coelho, cuja vida era um livro aberto. Já era rico, simples e jamais deu motivo para ser questionado. Morreu em paz, como ainda se diz por aí. 

    Na falta de Lúdio, é oportuno conclamar os leitores a uma profunda reflexão de ‘quem é quem’ neste exercito de candidatos nestas eleições. 

    De leve...

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