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    terça-feira, 26 de julho de 2016

    DE LEVE| Eleições 2016 - Pagando pra ver!



    No fundo, torço para que essa expectativa mostrada na mídia nacional se confirme nestas eleições municipais. Vende-se uma imagem positiva deste pleito, com base nas novas regras, que em tese, devem coibir os velhos vícios da nossa política. 

    Recordando: serão apenas 45 dias de campanha, com 35 dias de propaganda no rádio e televisão, vigorando a proibição do uso de outdoor e toda aquela parafernália que aumentava a poluição visual inclusive. E mais: para bronca dos artistas acabou de vez a chance de faturar com shows nos eventos.

    Quanto a participação dos candidatos no rádio e televisão, é oportuno destacar que desta vez não teremos a espetacularização dos programas através de efeitos especiais, que no passado ficaram marcados como obras primas dos marqueteiros. “Serão programas chatos, sem graça” – já admitem alguns observadores sobre esse enxugamento previsto.

    Vão levar vantagens, os candidatos que conseguirem convencer com propostas, sem muito tempo para abordagens estéreis que possam descambar para um nível inaceitável de discussão. Essa pelo menos é a ótica do eleitor comprometido com a política que gere benefícios de ordem geral, deixando de lado as pretensões de vantagens pessoais.

    A grande novidade nestas eleições – em termos de comunicação – será o uso da internet para vigiar e denunciar a conduta dos candidatos e correlegionários durante esse um mês e meio de campanha. Não se pode desprezar o potencial dos telefones celulares com filmes e fotografias para documentar fatos comprometedores, como o flagrante da compra de voto por exemplo. 

    Mas não se pode deixar de questionar neste quadro que antecede a campanha: “Diante de tantos escândalos que ocupam a mídia diariamente, da falta de credibilidade de muitos que se apresentam como candidatos, o que realmente estaria pensando o eleitor do povo brasileiro?” “Finalmente teria o eleitor alcançado o sonhado estágio da conscientização, influenciado pelos bons exemplos de países do Primeiro Mundo e pela postura do Juiz Sergio Moro no combate à corrupção?”

    Ao final, é com tristeza ter que admitir a existência de um percentual considerável de eleitores decepcionados com o quadro atual e as suas perspectivas, e que estão pensando seriamente em anular o voto. Eles argumentam:

    “De que adiantam as novas regras – se os políticos são os mesmos?”

    De leve....

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