Campo Grande (MS),

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    sábado, 23 de julho de 2016

    Com prisão de supostos terroristas MS entra em alerta

    Por fazer fronteira com Paraguai e Bolívia,Estado pode ser um possível alvo

    O secretário de Justiça e Segurança Pública, José Carlos Barboza (Foto: Roberto Medeiros)

    Depois da prisão de supostos terroristas no Brasil, acendeu o alarme para possíveis ataques no país e a probabilidade de MS ser um dos alvos por conta da fronteira com Bolívia e Paraguai. Conforme publicação do jornal Estadão de quinta-feira, MS estaria entre possíveis alvos de terrorismo, pois, apesar de não sediar nenhum evento olímpico, está localizado na fronteira entre Brasil e Paraguai. Nesta caso ainda é levado em consideração a baixa segurança desta região e as atividades ilícitas em abundância, como o narcotráfico, contrabando, descaminho de mercadorias e veículos roubados.

    O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Carlos Barboza, já havia comentado ao Jornal de Domingo a preocupação do governo com a fronteira. “Mato Grosso do Sul possui características especiais, é o estado que possui em torno de 1.550 quilômetros de fronteira, 550 quilômetros de fronteira seca, convivendo com dois países, que embora irmãos, são problemáticos do ponto de vista da criminalidade, que são Paraguai e Bolívia”, explicou.

    Ele criticou o baixo efetivo da polícia nos últimos anos na região e defendeu o auxílio das forças armadas na proteção da fronteira. “Nós defendemos que é muito mais fácil guarnecer as fronteiras, proteger as fronteiras, diminuindo a incidência da entrada de drogas, da entrada de armas e agora, de uma ameaça que passa a incidir sobre o Brasil, que é o terrorismo. Então o governo precisa repensar seriamente as fronteiras e quem sabe repensando as forças armadas”.

    Barbosinha ainda reforçou que a segurança da fronteira não é uma questão apenas de interesse do Estado de Mato Grosso do Sul, mas principalmente do país.

    Operação Hashtag

    A Polícia Federal deflagrou na última quinta-feira (21) a Operação Hashtag para desarticular grupo envolvido na promoção do Estado Islâmico e na execução de atos preparatórios para a realização de atentados terroristas e outras ações criminosas. É a primeira operação policial após a publicação da Lei 13.260/2016.

    10 pessoas foram presas e outras duas estão sendo rastreadas. Dos dez, há a confirmação que um seja menor de idade. Nos próximos 20 dias, os detidos estarão no Regime Disciplinar Diferenciado na Prisão Federal de Campo Grande, ficando isolados uns dos outros e sem contacto com outros detidos.

    "Não vamos esperar um milímetro para que qualquer ato preparatório se desenvolva. Por mais insignificante que possa parecer, terá uma reação rápida, una e certeira do poder público. Vamos agir da maneira mais dura possível", afirmou o ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, durante coletiva de imprensa.

    As investigações tiveram início em abril com o acompanhamento de redes sociais pela Divisão Antiterrorismo da Polícia Federal - DAT. Os envolvidos participavam de um grupo virtual denominado Defensores da Sharia e planejavam adquirir armamentos para cometer crimes no Brasil e até mesmo no exterior.

    Uma ONG com atuação na área humanitária e educacional também é investigada por participação no caso.

    Os investigados responderão individualmente, na medida de suas participações, pelos crimes de promoção de organização terrorista e realização de atos preparatórios de terrorismo, ambos previstos na Lei 13.260/2016. A pena para o primeiro crime é de cinco a oito anos de prisão, além do pagamento de multa. Para quem executa atos preparatórios, a pena varia de três a 15 anos de prisão.

    Estado Islâmico

    Membros do Estado Islâmico teriam pedido para que esses indivíduos treinassem luta e manuseio de armas. As armas para um ato terrorista seriam adquiridas no Paraguai. Não havia contato entre os brasileiros recrutados pelo EI.

    “Não saíram do país para contato pessoal, mas a partir desse julgamento do Estado Islâmico, atos preparatórios começaram a ser realizados, como treinamentos para artes marciais, treinos para munição, para que eles pudessem realizar atos específicos”.

    A ação da PF ocorre dias após o serviço internacional de inteligência Site, especializado no combate ao terrorismo, informar que um suposto grupo militante intitulado Ansar al-Khilafah Brazil declarou apoio ao movimento jihadista Estado Islâmico em publicação em um aplicativo de mensagens e promoveu propaganda jihadistas em inglês e português.

    Um jihadista apoiador do Estado Islâmico denominado Ismail Abdul Jabbar al-Brazili enviou mensagens em português pelo serviço Telegram repetindo discurso de um porta-voz oficial do grupo militante, além de outras mensagens.

    As prisões foram feitas em São Paulo, Paraná e outros Estados. O grupo foi recrutado pelo Estados Islâmico pela internet.

    A revista Época revelou que o roteiro dos terroristas envolvidos nos atentados é semelhante ao dos casos em Orlando, nos Estados Unidos, e Paris, na França. Eles foram recrutados pela internet e juraram lealdade ao Estado Islâmico.

    A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) já havia confirmado no mês passado que equipes de inteligência que atuam próximas ao plano de segurança dos Jogos do Rio tinham detectado a abertura de uma conta em português no Telegram para a troca de informações sobre o Estado Islâmico, mas as autoridades vinham garantindo que não havia sido detectada qualquer ameaça de ataque ao país.



    Fonte: JD
    Link original: http://www.jd1noticias.com/geral/prisao-de-supostos-terroristas-acende-alerta-sobre-ms/21563/

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